A lembrança da escultura
ZMORG 2007
As esculturas assumem um papel ativo na perceção, pois estimulam associações variadas e o seu efeito não se esgota no encontro quotidiano. O que me surpreende é a forma como a relação da escultura com o respetivo lugar se faz sentir. Uma mesma escultura pode, por exemplo, adquirir um significado completamente diferente num contexto urbano do que na natureza livre, na natureza crescida. Assim, cada uma destas «esculturas viajantes» desenvolve uma espécie de memória escultórica que, na perceção de uma determinada escultura no local atual, inclui o facto de ela ter estado antes noutro lugar e de ter estabelecido relações totalmente diferentes.







